Existem muitas classificações de crises epilépticas. A distinção mais básica é entre crises generalizadas, quando descargas elétricas anormais envolvem ambos os hemisférios cerebrais, e crises focais, quando as descargas afetam apenas uma área do cérebro.
Dependendo do quadro clínico, as crises epilépticas podem ser divididas em: convulsões tônico-clônicas (também conhecidas como convulsões do grande mal), durante as quais o paciente perde a consciência e cai, seus músculos ficam muito tensos e sua cabeça se inclina para trás; o paciente respira irregularmente, há tremores nos membros e na cabeça, trismo e salivação; como resultado das convulsões, ele pode morder a língua, urinar ou defecar involuntariamente; após a convulsão, o paciente sente fadiga, sonolência, dores musculares e dor de cabeça; https://marceloperocco.com.br/especialista-em-coluna-cervical-quando-procurar-e-como-ele-pode-ajudar/
convulsões não convulsivas e inconscientes (também chamadas de convulsões do tipo “pequeno mal”), durante as quais o paciente congela e perde o contato com o ambiente; mioclônica, caracterizada por tremores repentinos dos membros, mas sem perda de consciência; atônica, durante a qual há uma perda repentina do tônus muscular, o que consequentemente provoca a queda do paciente; vegetativa, caracterizada por salivação excessiva, sensação de aperto na garganta ou no peito, palidez, vermelhidão e suor.
É importante entender que uma única convulsão isolada pode ocorrer em qualquer pessoa e não indica necessariamente epilepsia. O diagnóstico dessa condição depende da recorrência das convulsões. As convulsões também podem ser desencadeadas por fatores como desequilíbrios eletrolíticos, níveis de glicose no sangue excessivamente altos ou baixos ou estimulantes. Elas devem ser diferenciadas da epilepsia, pois, nesses casos, as convulsões são sintomáticas e desaparecem assim que a causa subjacente é removida.